terça-feira, 2 de julho de 2013

O caminho do impulso nervoso


Toda a célula viva e em particular as células nervosas apresentam diferença de potencial elétrico (DDP) entre as faces interna e externa de sua membrana celular. Essa DDP é gerada pela diferença na concentração de íons dentro e fora da célula. Como o citoplasma contém, proporcionalmente menor quantidade de íons positivos que o líquido externo, a superfície interna da membrana é negativa em relação à externa.

Potencial de repouso

Potencial de repouso é a diferença de potencial elétrico que as faces internas e externas na membrana de um neurônio que não está transmitindo impulsos nervosos. O valor do potencial de repouso é da ordem de-70mV (miliVolts). O sinal negativo indica que o interior da célula é negativo em relação ao exterior.

A existência do potencial de repouso deve-se principalmente a diferença de concentração de íons desódio (Na+) e de potássio (K+) dentro e fora da célula. Essa diferença é mantida por meio de um mecanismo de bombeamento ativo de íons pelas membranas celulares, em que o sódio é forçado a sair da célula e o potássio a entrar.

Apesar do nome a manutenção do potencial de repouso demanda gasto de energia pela célula, uma vez que o bombeamento de íons é um processo ativo de transporte que consome ATP.


Despolarização

A membrana celular possui inúmeras estruturas proteicas que funcionam como “portas” de passagem de íons de sódio e potássio. Essas portas ficam normalmente fechadas em um neurônio em repouso, abrindo-se quando ele é estimulado.



Quando um estímulo apropriado atinge o neurônio, as portas de passagem de sódio abrem-se imediatamente na área da membrana que foi estimulada: o íon sódio, por estar em maior concentração no meio celular externo, penetra rapidamente através dessas aberturas na membrana. O brusco influxo de cargas positivas faz com que potencial da membrana, que era da ordem de -70mV (potencial de repouso), passe a aproximadamente +35mV. Essa mudança de potencial denomina-se despolarização.
                                         
                                   


                                       

Potencial de ação

Essa transição abrupta de potencial elétrico que ocorre durante a despolarização, e cuja a amplitude é da ordem de 105 mV (de -70mV a +35 MV), é o potencial de ação.

Na área afetada pelo estímulo, a membrana permanece despolarizada, apenas 1,5 ms (milésimo de segundo). Logo as portas de potássio se abrem, permitindo a saída desse íon, que está em maior concentração no interior da célula. Com isso, ocorre a repolarização da membrana, que retorna a condição de repouso.

Propagação do impulso nervoso

O potencial de ação que se estabelece na área da membrana estimulada perturba a área vizinha, levando à sua despolarização. O estímulo provoca, assim, uma onda de despolarizações e repolarizações que se propaga ao longo da membrana plasmática do neurônio. Essa onda de propagação é o impulso nervoso.
                                                                  

O impulso nervoso se propaga em um único sentido na fibra nervosa. Dendritos sempre conduzem o impulso em direção ao corpo celular. O axônio, por sua vez, conduz o impulso em direção as extremidades, isto é, para longe do corpo celular.


 

Lei do tudo ou nada


A estimulação de um neurônio segue a lei do tudo ou nada. Isso significa que ou o estímulo é suficientemente intenso para excitar o neurônio, desencadeando o potencial de ação, ou nada acontece. Não existe potencial de ação mais forte ou mais fraco; ele é igual independente da intensidade do estímulo. O menor estímulo capaz de gerar potencial de ação é denominado estímulo limiar.

Efeitos da altitude no corpo humano



Os principais males físicos que uma escalada em grandes altitudes pode causar estão relacionadas ao frio, à oxigenação e à diferença de pressão entre o corpo e o ar ambiente.
Frio
As temperaturas extremamente baixas podem levar o corpo humano à hipotermia, a perda de calor corpóreo que determina a queda da temperatura do corpo e compromete o metabolismo. A grosso modo, a hipotermia é deflagrada quando a temperatura corporal vai abaixo dos 35º C. A cada grau centígrado de calor perdido pelo corpo, o fluxo cerebral diminui em 6%, de modo que, aos 32º C, já começam a aparecer sinais de confusão mental e dificuldade de raciocínio.
Aos 30º C, os reflexos mostram-se comprometidos e a pessoa adquire um aspecto sombrio: pupilas fixas e movimentos desordenados. A partir dos 26º C há risco de vida, com ocorrência de arritmias e possibilidade de coma. Se o corpo atingir os 20º C, a morte é praticamente certa. Contudo, esta progressão fatal é perfeitamente controlável e reversível. Ao sentir sintomas da hipotermia, a pessoa deve buscar formas de aquecer seu corpo, seja transferindo-se para locais mais quentes ou cobrindo-se com roupas.
Além disso, o frio extremo costuma causar a necrose de partes do corpo expostas a baixas temperatura por longo período. Neste caso, o mal é irreversível.



Respiração e pressão
O grande problema das grandes escaladas está relacionado à respiração. Trata-se do que os alpinistas chamam de "Mal das Montanhas". Ele pode se manifestar de diferentes formas e em diferentes graus, variando de acordo com as características de cada organismo, mas o fato é que está sempre relacionado à falta de oxigênio.
Na verdade, o ar na montanha não tem menos oxigênio do que o ar ao nível do mar. O problema está na captação deste oxigênio. "Seja a 8000 m ou em Santos, a porcentagem de oxigênio no ar é a mesma, cerca de 30%. Contudo, a pressão parcial do ar atmosférico diminui com a altitude", explica o médico Ricardo Yoshio, do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte (Cemafe) da Unifesp. Para se adaptar a essa baixa pressão atmosférica o corpo de auto-regula, aumentando a freqüência respiratória. Portanto, à medida que se sobe a montanha, a captação de oxigênio para os tecidos torna-se mais difícil, e ocorrem sintomas como dores de cabeça, náuseas, lentidão de raciocínio, dores musculares, fadiga e taquicardia.
Por mera adaptação física, a pressão dos gases dentro do corpo (seja no sangue, entre as articulações ou nos pulmões) aumenta. Desta diferença de pressão decorrem os problemas mais sérios do alpinismo, em geral em altitudes superiores a 4000 m. A alta pressão do ar no corpo pode causar edemas cerebrais, pulmonares ou oculares. Esses problemas se intensificam se a escalada acontecer muito rápido, dificultando a adaptação do corpo à diferença de pressão.
Por esta razão, é fundamental realizar a "aclimatação", ou seja, dar tempo para o corpo se adaptar às diferentes condições do ambiente. Em geral, quando se passa dos 2800 m, este processo de adaptação já se mostra necessário. Após 24 horas em um local mais alto, o corpo começa a sentir o efeito da mudança de altitude. Após 2 semanas neste novo ambiente, o organismo "aclimata-se", controlando os efeitos da transferência. "É por isso que nos jogos de futebol em La Paz, por exemplo, os jogadores chegam horas antes do jogo. Assim, o efeito da altitude só é sentido após a partida", define o professor Luciano Capelli, da Unifesp.


Efeitos da baixa pressão de oxigênio sobre o corpo


A pressão atmosférica diminui em uma unidade a cada 8 metros ascendentes. Isso significa que à medida que uma pessoa submete-se a altitudes progressivamente elevadas a pressão que o ar realiza sobre ela diminui, também progressivamente. Observe o quadro 1 a seguir, verifique que ao nível do mar (altitude correspondente a 0 metro) a pressão atmosférica – também conhecida como pressão barométrica – é de 760 mmHg. Entretanto, uma pessoa que se localiza no topo do Monte Everest, a uma altura de aproximadamente 9000 metros de altitude, está submetida a uma pressão barométrica muito menor, cerca de 220 mmHg. O resultado disso é muito repercutido no organismo humano. Observe ainda que em decorrência do aumento da altitude há uma queda da pressão parcial de oxigênio (PO2), que é a pressão exercida pelo gás oxigênio.Quadro 1; resultado da diminuição da PO2 está diretamente ligado à dificuldade em respirar. Esta situação caracteriza-se pelo estado clínico conhecido como hipóxia. Os efeitos mais importantes da hipóxia começam a ser manifestados em altitudes a partir de 3.660 metros, e incluem sonolência, lassidão (dor muscular e estado de fadiga), fadiga muscular e mental, cefaléia, náusea e euforia. Acima de 5.490 metros as conseqüências da falta de oxigênio passam a ser mais severas, caracterizando estágios de abalos musculares e convulsões. A 7.015 metros de altitude, na pessoa não aclimatada, o estado de coma seguido de morte não é incomum.

O que significa aclimatação?
O termo aclimatação é usado para descrever o processo em que o organismo humano ajusta-se a mudanças físicas em que ele não está acostumado, como alterações na temperatura, na altitude e na pressão atmosférica. Este processo passa a acontecer quando uma pessoa permanece em grandes altitudes por dias, semanas ou anos. À medida que o tempo em que o indivíduo permanece exposto a altitudes elevadas, os efeitos deletérios da baixa PO2 sobre o corpo passam a ser mais tolerados e menos agressivos ao organismo.
O processo de aclimatação envolve basicamente quatro meios: 
(1) Primeiramente ocorre um grande aumento da ventilação pulmonar em decorrência da exposição imediata à pressão parcial de oxigênio baixa. Quando o corpo é submetido a PO2 diminuída há uma estimulação hipóxica dos quimiorreceptores arteriais – estruturas presentes nas bifurcações das artérias responsáveis por transmitir sinais nervosos para o centro respiratório cerebral, fundamentando a regulação da atividade respiratória – resultando num aumento de até cinco vezes o normal da ventilação pulmonar. Esse é um efeito de grande importância, pois permite que a pessoa possa subir vários milhares de metros mais alto do que seria possível na ausência da ventilação aumentada.

(2) Em seguida existe um aumento do número de hemácias resultante da exposição a condições de hipóxia. As hemácias, também chamadas de glóbulos vermelhos, são células presentes no sangue responsáveis pelo transporte de oxigênio e gás carbônico para os tecidos. Esse efeito é lento e gradativo, completando-se apenas após muitos meses na situação de aclimatação.

(3) O aumento da capacidade de difusão é o próximo passo da aclimatação. A difusão do oxigênio é caracterizada pela passagem do gás das pequenas artérias para as membranas dos alvéolos pulmonares. Esse efeito é comum e está presente, por exemplo, durante o exercício físico. Parte desse aumento resulta do volume aumentado de sangue que chega aos pulmões pelos capilares pulmonares, o qual expande os vasos sanguíneos e aumenta a área da superfície na qual o oxigênio difunde-se para o sangue. O propósito do aumento da difusão do oxigênio através da membrana pulmonar é o de garantir um maior suprimento de gás oxigênio ao pulmão em situações em que se tem uma redução da capacidade respiratória e da capacidade de captação de oxigênio.

(4) Por último, mas não menos importante, há um aumento da capacidade das células dos tecidos corporais de utilizar o oxigênio, mesmo com a baixa PO2. Este efeito, de certa forma, procura compensar a redução da pressão de oxigênio presente.

O "mal das montanhas"
Um dos efeitos em longo prazo da exposição a grandes altitudes é uma síndrome conhecida como o “mal das montanhas”. Ela costuma surgir entre 8 a 24 horas após o corpo humano ser levado a altitudes extremas e tem duração de 4 a 8 dias. Os sintomas dessa síndrome são cefaléia, irritabilidade, falta de ar, náuseas, insônia e vômitos. A causa desse quadro não está bem esclarecida, mas acredita-se que seja pelo seguinte processo: em grandes altitudes, a baixa PO2 causa dilatação das pequenas artérias do corpo. Se mecanismos internos de compensação não forem eficazes, a pressão no interior das minúsculas artérias do cérebro aumenta, induzindo um extravasamento de líquido para o tecido cerebral. Esse processo resulta num edema cerebral, responsável pelos sintomas característicos do mal da montanha.

Como os nativos que vivem em grandes altitudes se acostumam à situação?
Existem muitos indivíduos que vivem nos Andes e no Himalaia, situados em altitudes acima de 3.965 metros, por exemplo. Muitos deles nasceram nesses locais e lá vivem por toda sua vida. A aclimatação começa desde a infância nos nativos. Essas pessoas têm o seu tórax aumentado, o tamanho do corpo diminuído e o coração – principalmente o lado direito – muito expandido. Características estas – especialmente o tórax e o coração aumentados – decorrentes principalmente do aumento do trabalho dos músculos envolvidos na respiração e do bombeamento do coração a fim de compensar a rarefação. A disponibilidade do oxigênio pelo sangue aos tecidos é muito facilitada (mecanismo já comentado anteriormente). Essas modificações ao longo da vida dos nativos permitem que eles consigam viver e não apenas sobreviver em lugares altíssimos.

Prevenção
A melhor forma de prevenir as mudanças fisiológicas em grandes altitudes é fazer a ascensão por altitudes gradativamente elevadas de forma lenta e gradual. Isso inclui subidas seguidas por descanso com o objetivo de permitir ao organismo adaptar-se as novas condições físicas. Um exemplo disso são as expedições guiadas ao topo do Monte Everest, que são realizadas seguindo sempre um rígido padrão de segurança. Os escaladores ascendem determinada altura e param em acampamentos para descansar e, posteriormente, seguirem a escalação. São quatro acampamentos até seguirem direto para o topo do monte. Dessa forma os indivíduos evitam que ascensões súbitas provoquem sérios danos ao organismo.

Fontes Bibliográficas
1. GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de Fisiologia Médica. 10a edição. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A., 2002. 973 p.
2. GANONG, W. F. Fisiologia Médica. 22a edição. Rio de Janeiro: McGraw-Hill Interamericana do Brasil, 2006. 778 p.
3. KOEPPEN, B. M.; STANTON, B. A. Fisiologia. 6a edição. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda., 2009. 844 p.

Links Relacionados
1. Pressão Atmosférica, Wikipédia, a enciclopédia livre.http://pt.wikipedia.org/wiki/Press%C3%A3o_atmosf%C3%A9rica
2. Aclimatação, Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Aclimata%C3%A7%C3%A3o
3. Hemácia, Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Hem%C3%A1cia
6. "Como se escala o everest?", Revista Mundo Estranho.http://mundoestranho.abril.com.br/geografia/pergunta_287853.shtml
7. "Efeito das grandes altitudes", Revista Veja.http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/perguntas_respostas/altitudes/index.shtml

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Gabarito Fisiologia Humana

SISTEMA DIGESTÓRIO
1.
a) Pelos movimentos peristálticos
b) Boca e intestino delgado. A ptialina (produzida nas glândulas salivares) e a amilase pancreática (produzida no pâncreas).
c) No estômago. A enzima é pepsina e o seu pH ótimo de ação situa-se ao redor de 2.
2. A bílis contém sais biliares, que emulsionam lipídios e solubilizam ácidos graxos e gliceróis.
3. A digestão das proteínas seria significativamente afetada, pois é esse ácido que confere ao suco gástrico um pH ideal para a ação da pepsina.
4.Ptialina: pH neutro; pepsina: pH ácido; tripsina: pH básico. Agem sobre as proteínas.
5. Na boca, um pouco do amido do pão converte-se em maltoses, graças à ação da ptialina. No estômago, parte das proteínas da carne converte-se em frações peptídicas, graças à ação da pepsina (protease gástrica). E no intestino delgado, a digestão se completa sob a ação de amilases, maltases, proteases e peptidases do suco pancreático e entérico.; surgem, então, glicoses e aminoácidos, que serão absorvidos.
6. Intestino delgado: produção do suco ent6érico e absorção de  nutrientes;  intestino grosso: reabsorção de água e formação e acúmulo de fezes.



SISTEMA RESPIRATÓRIO
1.
a) O diafragma e os músculos intercostais contraem-se aumentando o volume torácico. Assim, a pressão atmosférica torna-se maior que a pressão interna e o ar penetra nos pulmões.
b) É o processo de oxigenação   do sangue e ocorre nos alvéolos pulmonares.
c) O gás oxigênio é transportado principalmente pelas hemácias,  na forma de oxiemoglobina.
d) O bulbo
e) Nariz ® faringe ® laringe  ® traqueia  ® brônquios  ® pulmões
2. A essa altitude o número de glóbulos vermelhos aumenta. Isso compensa a baixa disponibilidade de gás oxigênio, uma vez que,  com mais hemácias, pode-se efetuar uma captação e um transporte mais eficiente do gás oxigênio existente.
3. O centro respiratório é especialmente sensível às variações de pH no sangue. Assim, quando o teor de CO2 aumenta no sangue, o ritmo respiratório é aumentado para expulsar mais rapidamente o excesso desse gás; o ritmo respiratório também aumenta na carência de gás oxigênio.
4. Não. Quando uma pessoa prende a respiração, o CO2 vai se acumulando no organismo , tornando o pH sanguíneo  cada vez mais ácido. Nessas condições, o bulbo é sensibilizado e estimula de tal maneira a respiração que, depois de algum tempo o indivíduo passa inevitavelmente a respirar.



SISTEMA CARDIOVASCULAR
1. Na pequena circulação o sangue venoso sai do ventrículo, através das artérias pulmonares, e se dirige aos pulmões; uma vez oxigenado, o sangue torna-se arterial e retorna ao átrio esquerdo pelas veias pulmonares. Na grande circulação, a artéria aorta transporta o sangue arterial do ventrículo esquerdo até os tecidos do corpo; o sangue torna-se venoso e retorna ao átrio direito através das veias cavas.
2. Fechada, porque circula exclusivamente através dos vasos; dupla, porque o sangue passa duas vezes pelo coração ao completar um circuito pelo corpo.; e completa, porque o sangue venoso e o arterial não se misturam.
3. A circulação completa caracteriza-se pela não mistura entre o sangue arterial e o sangue venoso. Assim, o sangue que chega aos tecidos é arterial, rico em O2 e compatível com as necessidades dos homeotermos.
4. O glóbulo sai do ventrículo direito e se dirige aos pulmões através das artérias pulmonares, Do pulmão, retorna ao átrio esquerdo, transportado por uma das veias pulmonares. Ë a pequena circulação.
5.
a) Artéria pulmonar, artéria aorta, artéria femoral. Veias cavas, veias pulmonares, (principais)
b) Sangue arterial: artéria aorta e veias pulmonares; sangue venoso: veias cavas, artéria pulmonar.
c) Circulação pulmonar:  artérias pulmonares e  veias pulmonares; Circulação sistêmica: veias cavas e artéria aorta.



SISTEMA EXCRETOR

1.
a) Rins, ureteres, bexiga urinária e uretra.
b) Os néfrons são estruturas especializadas que constituem os rins. São formados pela cápsula de Bowmann, glomérulo de Malpighi, túbulo proximal, alça néfrica, túbulo distal e túbulo coletor.
c) É o extravasamento do plasma sanguíneo, no nível da cápsula de Bowmann.
d) Compreende a passagem do filtrado para o sangue, das substâncias úteis ao organismo; ocorre nos túbulos do néfron (proximal, alça néfrica e distal).
2. Urina. A taxa de glicose diminui porque as células do túbulo do néfron reabsorvem essa susbstância, que, então, passa paera o sangue.
3. 
a) O álcool estimula a produção de urina, com perda excessiva de água, daí a sensação de sede.
b) O álcool bloqueia a liberação de ADH, aumentando o volume de urina.
4.
a) No glomérulo ocorre filtração glomerular e  nos túbulos  do néfron ocorre reabsorção dos nutrientes presentes no filtrado.
b) A glicose é um exemplo de substância que será reabsorvida; a ureia será filtrada e eliminada pela urina.



COORDENAÇÃO FUNCIONAL – SISTEMA NERVOSO

1. O SNC de um mamífero  de um mamífero  é constituído pelo encéfalo (cérebro, cerebelo, ponte e bulbo) e pela medula espinhal.
2.
a) Cérebro: centro dos sentidos, da memória, do pensamento, etc.
b) Cerebelo: regula a tonicidade e o equilíbrio muscular.
c) Bulbo raquiano: conduz impulsos nervosos, é o centro cardiorrespiratório  e regula certos  reflexos, como os da deglutição e da tosse.
3.
a) Medula espinhal.
b) A medula espinhal conduz impulsos nervosos e é sede de certos atos reflexos, como o reflexo patelar.
c) A pessoa pode ficar paralítica.
4. O estímulo (pancada) origina o surgimento de um impulso nervoso, que é conduzido por um neurônio sensorial até o SNC  (medula); na medula a informação adquirida é transformada em ordem de ação; essa ordem é conduzida por neurônios motores até o órgão efetor (músculo da coxa), que se contrai, elevando a perna.
5. O sistema nervoso autônomo  regula as atividades viscerais e divide-se em sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático. O antagonismo se deve à ação de diferentes hormônios liberados nos órgãos regulados por esse sistema ; as fibras nervosas simpáticas liberam o hormônio adrenalina, enquanto as parassimpáticas liberam acetilcolina.
6.
a) Sistema nervoso autônomo.     
 b) Estômago, intestino, bexiga e outros.
7. Sistema nervoso autônomo parassimpático; suas fibras liberam nos órgãos viscerais o neurormônios acetilcolina:

  

SISTEMA FUNCIONAL - HORMÔNIOS

1
a) ADH: neuroipófise; HEC: adenoipófise; tiroxina: glândula tireóidea; insulina: pâncreas; ocitocina; neuroipófise.
b) ADH: regula a reabsorção da água nos túbulos do néfron; HEC: estimula o crescimento; tiroxina: acelera o metabolismo basal; insulina: reduz a glicemia; ocitocina: estimula a contração uterina.
2. O quadro patológico é o diabetes insípido. Nesse caso, a pequena produção de ADH acarreta uma baixa reabsorção de água nos túbulos distais do néfron; em consequência, a urina torna-se muito diluída e volumosa.
3.
a) 1- hipófise; 2- glândula tireóidea; 3- pâncreas; 4- suprarrenais
b) Pretende-se  evitar a ocorrência de bócio (“papo”). A glândula tireóidea tem relação com o procedimento de se adicionar sais de iodo ao sal de cozinha, porque os sais de iodo são necessários para a produção de hormônios nessa glândula; numa alimentação deficiente de sais de iodo, a glândula tireóidea cresce exageradamente, configurando o bócio.
4. O hormônio é a insulina e a glândula é o pâncreas.
5. O hormônio é a adrenalina, que é produzida pelas glândulas suprarrenais.
6.
a) HEC
b) ADH
c) Insulina




Atividade de Fisologia Humana - Terceiros anos

SISTEMA DIGESTÓRIO
1. Considerando a digestão humana, responda:
a) Como o alimento é impelido ao tubo digestório?
b) Em que regiões do tubo digestório o amido é digerido? Quais as principais enzimas que participam dessa digestão e onde são produzidas?
c) Em que região do tubo digestório se inicia a digestão das proteínas? Qual a enzima responsável por essa digestão e qual o seu pH ótimo de reação?
2. (Fuvrest-SP) Qual o papel da bílis no homem?
3. (Unicamp-SP) O suco gástrico é rico em ácido clorídrico, que é secretado pelas células parietais do estômago humano. Ocorrendo uma deficiência na produção desse ácido pelo estômago, o que aconteceria com a digestão gástrica de proteínas? Por quê?
4. Determine o pH ótimo de ação e o substrato sobre o qual agem as enzimas ptialina, pepsina e tripsina.
5. (Fuvest-SP) Bob MacDonald comeu um sanduíche de pão e carne. Descreva o processo de digestão enzimática desses alimentos na boca, no estômago e no intestino.
6. Cite as funções do intestino delgado e do intestino grosso na digestão humana.



SISTEMA  RESPIRATÓRIO
1. Considerando a respiração humana:
a) Explique o mecanismo de inspiração do ar.
b) O que é hematose e onde esse fenômeno ocorre?
c) Como o gás oxigênio é transportado no sangue?
d) Qual é a região do sistema nervoso central que regula o ritmo da respiração?
e) determine a sequência das estruturas que formam o sistema respiratório humano desde o nariz até os pulmões.
2. (Unicamp-SP) Um atleta morador da cidade de São Vicente (SP), que fica ao nível do mar, deveria participar de um evento esportivo em La Paz (Bolívia), as 3 650 metros de altitude. Foi sugerido que ele viajasse semanas antes para aquela cidade. Explique, em termos fisiológicos, o motivo dessa sugestão.
3. (Ufop-MG) Durante um exercício físico, ocorre um aumento do metabolismo e, consequentemente,  aumenta a quantidade de CO2 gerado no organismo. Explique por que o aumento de CO2 pode aumentar a frequência respiratória.
4.(Vunesp) Em condições normais  e encontrando-se desperta, uma pessoa pode parar de respirar na hora em que desejar faze-lo.
a) A pessoa seria capaz de produzir anoxia (falta de oxigênio) total, simplesmente parando de respirar?
b) Justifique sua resposta.



SISTEMA CARDIOVASCULAR
1. (UFU-MG)  Descreva e esquematize a pequena e a grande circulação da espécie humana.
2. Por que se diz que, na espécie humana, a circulação é fechada, dupla e completa?
3. Relacione a circulação completa com a hemoglobina.
4. (Fuvest-SP) Qual o caminho percorrido por um glóbulo vermelho desde o ventrículo direito até o átrio esquerdo de um mamífero?
5. Em relação ao coração de uma mamífero, responda:
a) Como são denominadas as artérias e veias?
b) Em quais vasos circulam sangue arterial e em quais, sangue venoso?
c) Quais vasos participam da circulação pulmonar e quais participam da circulação sistêmica?


SISTEMA EXCRETOR
1. Em relação à excreção humana:
a) Quais os órgãos que formam o sistema urinário?
b) O que é néfron e quais as estruturas  que o formam?
c) O que é filtração glomerular e onde ocorre?
d) O que é reabsorção renal e onde ocorre?
2. (Fuvest-SP) O fluído filtrado dos glomérulos renais para o interior da cápsula de Bowman segue caminho pelo túbulo do néforn. Que nome recebe esse fluído no fim do trajeto?  Por que que a taxa de glicose no fluído diminui ã medida que este percorre o túbulo?
3. (Vunesp) O Novo  dicionário da língua portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, 2ª. Edição, 1986, define “ressaca” , em uma de suas acepções, como “indisposição de quem bebeu, depois de passar a bebedeira”.
a) Por que as pessoas sentem tanta sede quando estão de ressaca?
b) Justifique sua resposta.
4. (Vunesp) Considere as funções do rim humano:
a) Quais os principais processos que ocorrem , respectivamente, no glomérulo localizado na cápsula de Bowman e no túbulo do néfron?
b) Cite uma substância orgânica filtrada que será reabsorvida pelo sangue e dê o nome da principal substância tóxica que será filtrada e posteriormente eliminada pela urina.




COORDENAÇÃO FUNCIONAL – SISTEMA NERVOSO
1. Quais as estruturas que formam o sistema nervoso central de um mamífero?
2. Na espécie humana, cite algumas funções do:
a) cérebro;
b) cerebelo;
c) bulbo raquiano.
3. Em acidentes, se há suspeita de comprometimento da coluna vertebral, a vítima deve ser cuidadosamente socorrida e transportada em posição deitada, de preferência imobilizada. Com esses procedimentos, pretende-se preservar determinado órgão do sistema nervoso central.
a) Que órgão é esse?
b)  Identifique uma função desse órgão no ser humano.
c) O que pode acontecer à pessoa se esse órgão for lesado?
4. (Fuvest-SP) Descreva a sucessão de eventos que ocorre a partir do momento em que um indivíduo sofre uma leve pancada no tendão do joelho, quando está sentado e com a perna pendendo livremente, até a reação consequente.
5. (UMC-SP) Que papel desempenha no organismo humano o sistema nervoso autônomo? Como pode ser dividido e como se dá o antagonismo entre suas partes?
6. (Fuvest-SP) Os batimentos do coração são involuntários e estão sob o controle do sistema nervoso.
a) Qual o ramo do sistema nervoso que executa esse controle?
b) Cite um outro órgão muscular do corpo que é controlado por esse mesmo ramo nervoso.
7. Considere os seguintes efeitos do sistema nervoso autônomo no nosso organismo: diminuição da frequência cardíaca e aumento do peristaltismo. Que ramo do SNA regula esses efeitos? Que tipos de neurormônios suas neurofibras liberam nos órgãos viscerais?


  
COORDENAÇÃO FUNCIONAL – HORMÔNIOS
1. Considere os seguintes hormônios: ADH(hormônio antidiurético), HEC(hormônio estimulante do crescimento ou somatotrofina), tiroxina, insulina e ocitocina.
a) Quais as glândulas responsáveis pela liberação desses hormônios no sangue?
b) Qual a função desses hormônios no sangue?
2. (Ufla-MG) Um indivíduo que apresenta alterações na produção de ADH elimina grandes quantidades de urina muito diluída e, por conseguinte, ingere grandes de água. Explique o fenômeno e dê o nome do quadro patológico descrito.
3. Observe o esquema ao lado


a) Identifique as glândulas endócrinas indicadas por 1, 2, 3 e 4.
b) O que se pretende quando se adicionam sais de iodo ao sal de cozinha? Qual glândula indicada na figura tem relação com esse procedimento? Por quê?
4. (Unicamp-SP) Em 1920, F. Banting e C. Best, na Universidade de Toronto (Canadá), obtiveram a cura de cães que apresentavam altos níveis de glicose no sangue, tratando-os com o extrato de uma glândula. Indique o hormônio e a glândula envolvidos no tratamento dos cães.
5. (Unitau-SP) no filme Expresso da Meia Noite, o ator principal foi preso portanto drogas disfarçadas em sua roupa. A polícia desconfiou dele, pois transpirava, e os batimentos cardíacos acelerados faziam com que ficasse trêmulo. Diga qual o hormônio que o “denunciou” e a respectiva glândula produtora.
6. Cite os hormônios associados com:
a) a acromegalia;
b) o diabetes insípido;
c) o diabetes melito.